Quando há ofensas na igreja

Apresento a seguir um resumo do texto de Jim Elliff e Daryl Wingerd sobre disciplina na igreja.

O link do texto é o seguinte: http://www.eleitosdedeus.org/igreja/disciplina-na-igreja-jim-elliff-daryl-wingerd.html

No tratamento de questões de disciplina na igreja, por motivos de ofensa pessoal, alguns passos devem ser rigorosamente respeitados. Uma ofensa de natureza pessoal acontece entre duas ou mais pessoas, membros da igreja, e se define como “qualquer comportamento pecaminoso da parte de um membro da igreja que prejudique o outro. Insultos, calúnia, violação, quebra de confiança ou acordo pessoal, abuso físico ou sexual, adultério, agressão física, furto, vandalismo e outros.” Para melhor entender a questão da disciplina é imprescindível a leitura dos textos de Mateus 18.15-35 e 1ª Coríntios 6.1-8.

1º Passo – Procurar a pessoa culpada e em particular explicar o motivo da ofensa permitindo-lhe se explicar e dando lhe a oportunidade para se arrepender e restaurar o relacionamento quebrado.

2º Passo – Se a pessoa culpada permanecer na mesma, a pessoa ofendida deve ter muita cautela antes de prosseguir. Se não for algo relevante para ser levado perante a liderança da igreja ou se a ofensa for impossível de ser comprovada, não deve ser levado adiante.

3º Passo – Se a ofensa for significativa e passível de ser comprovada, deve-se marcar um encontro no qual a pessoa ofendida poderá apresentar sua queixa à parte culpada na presença de duas ou mais testemunhas que devem ter presenciado a ofensa ou então que estejam entre elas preferencialmente o pastor da igreja e um ou dois outros líderes de comprovada maturidade. Devem ser avaliados os dois relatos e os questionamentos devem ser objetivos para ambas as partes, sem que haja oportunidade para o surgimento de outras ofensas. O objetivo é identificar as responsabilidades de cada um para que haja o apropriado aconselhamento bíblico e a resolução da situação.

4º Passo – Se a pessoa culpada, ainda assim, permanecer impenitente, mesmo após sua culpa ter sido comprovada perante as testemunhas, a questão deve ser levada ao conhecimento da igreja que lhe concederá oportunidade de confessar o seu erro e demonstrar o seu arrependimento. Em havendo necessidade deve haver um processo disciplinar que vise não só a repreensão, mas também a restauração da pessoa culpada. A igreja deve ser convocada e encorajada a buscar esta restauração. Em ambientes públicos devem ser evitadas de todas as formas possíveis as discussões e debates que conduzam a divagações e mais ofensas, além de um escândalo de monta maior, bem como deve se tomar muito cuidado com acareações, réplicas e tréplicas e outras questões que competem aos tribunais jurídicos…

Havendo a constatação de arrependimento do ofensor, ainda assim, há casos que exigem uma postura mais firme e contundente em relação a um processo disciplinar que vise restaurar o ofensor e proteger a igreja, evitando assim o alastramento da impunidade e o aumento da corrupção pecaminosa. A certeza da impunidade aumenta corrupção. Todas as oportunidades de perdão e restauração devem ser exercidas e concedidas de forma que quem sofreu a ofensa tenha sua dignidade preservada e quem ofendeu seja transformado, toda a igreja edificada e Deus glorificado.

A Bíblia nos orienta a sermos brandos e também severos no processo disciplinar. Cabe à liderança da igreja, sob a orientação do Espírito Santo, estabelecer os procedimentos a serem adotados com uma postura bíblica responsável em relação às partes envolvidas e cabe à igreja confiar na sua liderança orientação dada.


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Um comentário:

Carla Alves disse...

Parabéns pelo blog! Que ele seja fonte de inspiração para os internautas!!! Estarei seguindo seu blog! Abraços Carla